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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mitos sobre a Pílula contraceptiva:

Desde o seu lançamento em 1960 que a pílula contraceptiva é um dos medicamentos mais conhecidos e receitados em todo o mundo, sendo consumido por mais de 100milhões de mulheres (valor aproximado a quem diga que é por 90 milhões).
Essa elevada utilização leva a que muitas dúvidas e mitos rondem este medicamento.

10 Mitos e duvidas mais vulgares sobre a pílula:

1º. A pílula faz engordar.

Este é um dos mitos mais comuns em torno da pílula contraceptiva. Estudos científicos já provaram que não existe nenhuma ligação entre a pílula e o aumento de peso. Porém, o estrogénios presente neste medicamento pode contribuir para que muitas mulheres se sintam “inchadas”, no entanto, este é um sintoma que acaba por desaparecer com o tempo. Como muitas mulheres iniciam a toma da pílula ainda muito novas, esta acaba por coincidir com as fases de desenvolvimento do corpo feminino, onde as flutuações de peso são comuns.

2º. Pílula causa espinhas?

Não necessariamente. Os estrogénios têm sido implicados na etiologia da acne vulgar, possivelmente por intensificar a hiperceratose folicular. A pílula reduz os níveis sanguíneos de estrogénios, diminuindo a gravidade da acne. Contudo, provando mais uma vez que não existem verdades absolutas na medicina, existem alguns relatos de mulheres onde a acne ocorreu como um efeito colateral da pílula.

3º. A pílula pode alterar o humor?

Sim, pode, inclusive com náuseas, dor de cabeça, dor nos seios e depressão. Estes sintomas, mais comuns nos primeiros meses de uso da Pílula, frequentemente desaparecem após alguns ciclos.

4º. A Pílula alivia as cólicas menstruais?

Nem sempre. A menstruação dolorosa (chamada de dismenorréia pelos médicos) é menos frequente nas mulheres que não ovulam, tornando a pílula um recurso útil em 70-80% dos casos de dismenorréia. Quando a pílula é suspensa, as mulheres podem voltar a sentir as mesmas cólicas de antes. Todavia, algumas formulações da pílula podem resultar em menstruações muito volumosas e intensas. Além disso, sangramentos irregulares e menstruações dolorosas podem ocorrer em até 1/3 das mulheres após o início do uso da pílula.

5º. Mulheres com mais de 35 anos não podem tomar a pílula.

Mulheres saudáveis que não fumam podem, na maior parte dos casos, tomar a pílula até chegarem à menopausa. Para além das várias doenças associadas à dependência do tabaco, as fumadoras têm maior probabilidade de desenvolver problemas de saúde associados à toma da pílula contraceptiva. Por isso mesmo, é desaconselhada a sua toma em mulheres fumadoras com mais de 35 anos.

6º. A pílula protege contra doenças sexualmente transmissíveis, por isso, se a toma não há necessidade de usar preservativo.
A pílula não oferece qualquer protecção contra a contracção de VIH/SIDA ou qualquer outra doença sexualmente transmissível (DST). Nestes casos, a única forma de prevenir é utilizar sempre um preservativo, independentemente da toma da pílula ou não.

7º. A pílula causa infertilidade.

Independentemente do período de tempo durante o qual uma mulher já toma a pílula contraceptiva, não existe qualquer ligação entre o medicamente e a infertilidade. A fertilidade surge quase imediatamente após a cessação da toma da pílula.

8º. Antibióticos podem cortar o efeito do anticoncepcional?

Algumas vezes sim. Sabe-se que a penicilina, um antibiótico bastante utilizado no tratamento de infecções urinárias, faringites, amigdalites e pneumonias, pode reduzir a eficácia da pílula. Outros remédios, como os anticonvulsivantes, por exemplo, também podem interferir com a acção da pílula. Nesses casos, a mulheres devem se certificar de que o contraceptivo oral escolhido contenha pelo menos 50 microgramas de etinil-estradiol ou mestranol.

9º. Mulheres que tomam Pílula demoram mais para engravidar quando param?

Verdade. O retorno à fertilidade em mulheres que interromperam recentemente o uso da pílula leva mais tempo quando comparado às mulheres que interromperam outros métodos contraceptivos. Felizmente, não parece haver prejuízo da fertilidade como um todo.

10º. A pílula causa cancro.
Apesar da relação entre a pílula e o cancro ainda estar a ser alvo de profunda investigação, já existem algumas possíveis conclusões acerca desta questão. Estudos efectuados dizem que a pílula contribui para a diminuição de risco de alguns tipos de cancro, nomeadamente o cancro dos ovários e do endométrio (50%), na maior parte dos casos, esta protecção mantém-se mesmo quando a toma da pílula é cessada. Por outro lado, a toma da pílula pode estar associada ao aumento de risco de cancro da mama, mas esta é uma questão ambígua: as mulheres que não têm filhos ou que os têm tarde, têm um maior risco de sofrer de cancro da mama e, por este motivo, é difícil determinar se a hipótese de contrair a doença está relacionada com a pílula ou com a maternidade tardia. O efeito da pílula contraceptiva no risco de cancro cervical ainda é desconhecido.

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domingo, 15 de março de 2009

Curiosidade :






Pílula contraceptiva para animais domésticos:



Está a ser desenvolvida uma pílula contraceptiva de toma oral que pode surtir efeito em cães, gatos e porcos. A ideia inicial foi de controlar a natalidade de animais predadores, como os coiotes, que dizimam rebanhos inteiros, mas a verdade é que poderá ser usada em animais domésticos, segundo garantem os investigadores da Faculdade de Medicina Veterinária e de Ciências Biomédicas da Universidade do Texas. A pílula impede a maturação dos óvulos, mas não trava o ciclo, o que pode desagradar a alguns donos, mas o certo é que, num futuro próximo, quando ultimada, pode mesmo ser usada em animais domésticos e ingerida juntamente com a comida. A investigação está a ser subsidiada pelo departamento da agricultura dos Estados Unidos da América e financiada por doações particulares.






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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Pílula
  • O que é?

    A pílula é um método contraceptivo oral que consiste num comprimido oral composto por uma combinação de estrogénios e progesterona. É administrada para inibir a fertilidade normal da mulher.
    Actualmente é tomada por mais de 100 milhões de mulheres, e é também o método contraceptivo em relação ao qual se tem realizado mais estudos.
    Quando devidamente tomada a sua eficácia aproxima-se dos 98 a 99%.
  • Figura 1 - Pílula


  • Como deve ser tomada a pílula?

    A pílula deve começar a tomar-se no 1º dia da menstruação. Ao olhar para a embalagem deve escolher como primeiro comprimido a tomar um que coincida com o dia da semana em se vai iniciar a toma da pílula. Depois continua a tomar um por dia, seguindo as setas que se encontram impressas na embalagem ( figura 1). Na maioria das pílulas após uma toma diária de 21 dias consecutivos, faz-se uma pausa de 7 dias (corresponde ao período menstrual). Ao fim destes 7 dias começa-se a tomar novamente a pílula (primeiro comprimido de uma nova embalagem) começando no mesmo dia da semana em que pela primeira vez se tomou a pílula. Este início da nova embalagem faz-se ao fim de 7 dias mesmo que eventualmente ainda não tenha terminado o período.

  • Qual o seu objectivo?

    O principal objectivo consiste em evitar que se dê a ovulação, ao não se dar a ovulação não é possível a fecundação e consequentemente uma gravidez indesejada. A pílula modifica a mucosa do útero para que este não fique em condições de acolher um óvulo que tenha sido eventualmente fecundado, provoca o espessamento do muco cervical dificultando a passagem dos espermatozóides e atrofia o endométrio ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Endométrio )






Figura 2 - Ovulação

  • Como actua?

    Para haver ovulação é necessário existir um folículo desenvolvido que quando rompe dá origem a esta.
    Para existir o rompimento do folículo é necessário haver excreção em massa de FSH ( Folicle stimulating hormone ou hormona estimuladora do folículo).
    Normalmente, por mês surgem vários folículos ováricos (cada um com 1 óvulo) todos em crescimento, estes ao aumentarem de tamanho, excretam estrogénios cada vez em maior quantidade que actuam por feedback negativo na hipófise (glândula endócrina junto ao cérebro), havendo redução da libertação de FSH. Os folículos então competem por essas escassas hormonas, mas apenas um é activado suficientemente e todos os outros degeneram-se.
    Então esse folículo produz cada vez mais estrogénios, até que em altas concentrações ocorre conversão do feedback negativo em feedback positivo que leva à excreção em massa de FSH.
    A pílula administra doses baixas nas constantes de estrogénios e progesterona o que inibe a produção de FSH na hipófise, por feedback negativo enquanto todos os folículos são ainda pequenos, a diminuição da produção de FSH leva a que nenhum destes se desenvolva, pois nenhum e suficientemente grande para ter receptores de FSH o que leva a que todos os folículos se degenerem e não ocorra ovulação.

Figura 3 - Ciclo menstrual

  • Vantagens e desvantagens

Vantagens:

- É um dos melhores métodos para se evitar uma gravidez indesejada; - Regulariza o ciclo e reduz o fluxo menstrual;
- Pode ser tomada por qualquer mulher em idade fértil;
- O risco de efeitos secundários graves, em mulheres saudáveis, é reduzido; - As pílulas combinadas têm um efeito protector em relação ao cancro do endométrio e do ovário.


Desvantagens:

  • - Não protege contra as DST;
    - No primeiro mês, a eficácia da pílula não é garantida, pelo que se deve usar outro método;
    - Aumento de peso;
    - Subida da tenção arterial;
    - Alterações de humor;
    - Aumenta o risco de trombose venosa profunda e acidente vascular cerebral (AVG);
    - Escurecimento da pele;
    - No primeiro mês, a eficácia da pílula não é garantida, pelo que se deve usar outro método.

  • Videos:

http://www.youtube.com/watch?v=6r05hBiNvKw (dos 0min aos 1min e 52seg)

http://www.youtube.com/watch?v=S8k3r0ab1kQ

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